Blog da jornalista Olívia de Cássia  
 
BRASIL, Nordeste, MACEIO, CENTRO, Mulher, de 46 a 55 anos, Portuguese, Portuguese, Livros, Informática e Internet, Cinema
MSN -
border=0
 
   Arquivos

     
    border=0
    Outros sites

     UOL - O melhor conteúdo
     BOL - E-mail grátis
     Site Pessoal de Olívia de Cássia
     Tribuna Ocupada
     Fenaj
     Comissão de Jornalistas Assessores de Imprensa
     Blog do Maikel Marques
     Blog do Tchola
     Blog do deputado Paulão
     A Palavra - Ivan Nunes
     AL RÁDIO - Notícias na Internet
     União dos Palmares Wikpedia
     Site do jornalista, escritor e artista Bezerra Neto
     Tribuna Independente
     Blog do Bezerra Neto
     Alagoas em Tempo Real - Notícias
     Alagoas Agora - Notícias
     Fonte Notícias
     Tudo na Hora
     Alagoas 24 horas
     Assembléia Legislativa
     O Relâmpago - jornal on-line
     Blog de Edberto Ticianeli
     Dr. Paulo do PT
     Blog do Toni Lima
     Judson Cabral - líder do PT na Assembléia
     Blog do Serginho
     Josivaldo Ramos
     Show da Clô
     Zoio TV - Arapiraca
     Jornal Primeira Edição
     Site Gente da Gente


    Votação
    Dê uma nota para meu blog



    border=0
     


    União dos Palmares em festa

     

    Hoje, 13 de outubro, comemora-se a emancipação política da minha terra natal, União dos Palmares.  É dia de festa no interior para todos os palmarinos. Foi no cenário dessa cidade que tanto amo que nasci e me criei; ali eu construí muitas amizades, mas muitas já perderam no tempo.

    Tenho lembranças muito fortes dali. Nos desfiles do 13 de outubro, representei escolas da cidade por quatro vezes. Sempre desfilava depois de crescida e para nós era uma festa acompanhar os ensaios das bandas das escolas Mário Gomes e Santa Maria Madalena. Era quando aproveitávamos para paquerar os meninos e para ampliarmos nossas amizades.

             Vivi em União dos Palmares procurando respostas dentro de mim, tentando ser feliz, me rebelando contra situações de preconceitos e injustiças sociais, contra a sociedade que impunha uma modelo de repressão – política e moral.  Apesar desse contexto e da minha rebeldia, fui uma adolescente romântica, poética e fácil de apegar-se às pessoas, muitas delas sem o devido merecimento.

             Apaixonava-me facilmente, sem ser correspondida pelos meus amores de adolescente e isso me fazia sofrer muito. Fui crescendo, amadurecendo e levando comigo aquelas mágoas de menina-moça, que não era correspondida pelos seus amores. Achava-me feia, desengonçada, fora dos padrões que a sociedade e a moda exigiam para uma mulher e assim fui acumulando frustrações e problemas, ao logo da minha vida.

             Hoje, depois de passados tantos anos, tantas decepções e tantas vivências, sinto-me fortalecida e vivendo uma nova fase da minha vida. Um período de crescimento profissional e intelectual. A maturidade me trouxe muitos ensinamentos e é esse aprendizado que me impulsiona a perseguir dias melhores.

    Parabéns União dos Palmares, parabéns todos nós palmarinos de boa cepa. Temos muito o que comemorar na terra de Zumbi, de Jorge de Lima e de Maria Mariá, porque apesar de na cidade ter algumas lideranças que não merecerem a posição que ocupam, ainda temos exceções que dignificam a terrinha que nos proporcionam a esperança de dias melhores e mais justos.



    Escrito por Olívia às 11h54
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






    ENCONTRO SOCIAL

    Meus amigos Iranei Barreto, Maraci e Raphael Rodrigues, em encontro aqui em casa, ontem à tarde, quando colocamos o papo em dia à base de um delicioso uisquinho. De quebra, minha gata Janis Joplin observava o Rapha, querendo um afago. Êita gata manhosa!



    Escrito por Olívia às 10h08
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






    Reflexão sobre o Dia das Crianças

     

    Olívia de Cássia

    Jornalista

     

    Ontem, véspera do Dia das Crianças, presenciei uma cena que me deixou entristecida. Nas escadarias da Associação Comercial de Maceió, local onde estão sendo realizadas as sessões da Assembléia Legislativa de Alagoas, um menino que aparentada uns sete anos chorava desesperada e copiosamente.

    À frente da Fundação Teotônio Vilela, outro grupo de crianças, moradoras da Favela de Jaraguá, estava acompanhado de uma professora ou educadora e olhava a cena da criança chorando, sem no entanto fazer nada. Apenas as outras crianças chamavam o menino, que rebelde, não queria atender aos apelos dos amiguinhos e xingava e se mal dizia reclamando da sorte e da vida, não querendo sair do local.

    Fui até a criança e perguntei por que estava chorando. Ele, desesperado, dizia que outro coleguinha tinha batido nele e que ia se vingar. “Eu queria ter um revólver pra dar um tiro naquele porra. Quando eu crescer, vou matá-lo”, dizia o menino”. Tentei argumentar com ele, mas o menino não me ouvia.

    Um pastor evangélico que ia passando por ali começou a orar e conversar com o menino e disse que o conhecia. “Isso é falta de amor. As pessoas pegam trabalhos para fazer com crianças e não têm amor por elas. Eu queria tanto trabalhar com essas crianças e não tenho chance”, dizia o pastor, que argumentou para aquela criança que ele o amava e que ele acreditasse que um dia ele ia  sair daquela situação.

    A professora continuava lá, com as outras crianças, sem fazer nada para acalmar aquele menino rebelde e reintegrá-lo ao grupo, revoltado e inconformado com a sua situação de favelado, com a sua desigualdade social do País.

    O carro da Tribuna Independente chegou para me dar uma carona até o jornal e saí de Jaraguá com aquele episódio na minha cabeça. O que será daquela criança no futuro? O que será quando crescer, já com esse pensamento de vingança e desamor no coração? Hoje é Dia das Crianças e fica aqui a reflexão. 

     



    Escrito por Olívia às 10h01
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






    Vale a Pena Ver de Novo leva nostalgia à comunidade do Dique-Estrada

    Seu Cícero Vitorino reclama da falta de apoio para fazer programa em rádio comunitária

     

    Olívia de Cássia

    Repórter

     

    Usando roupa preta e boina de revolucionário, seu Cícero Vitorino leva nostalgia à comunidade do Dique-Estada, no Conjunto Virgem dos Pobres I, aos sábados e domingos, das 16 às 20 horas, com seu programa Vale a Pena Ver de Novo na Rádio Mundaú, prefixo 89,1 FM que é basicamente musical. O apresentador se intitula de “o guerreiro solitário” e utiliza em seu repertório uma seleção musical diversificada; uma verdadeira salada musical, tocando músicas de cantores que já nem são lembrados pelo mercado fonográfico. Ele diz que o carro-chefe de seu programa é tocar músicas antigas e saudosas a partir do vinil.

    A Rádio Mundaú está situada numa casinha simples do bairro e pertence à Ponte Radical, loja revendedora de produtos esportivos. A região onde está instalada, no Dique-Estrada, tem dez associações de moradores. Cícero Vitorino conta que começou com locução no ano de 2003 na Rádio Laguna fazendo o programa Recordações, depois foi para a atual emissora que já está na comunidade há seis anos.

    Ele explica que já se propôs a inserir entrevistas em seu programa, observa que entrevistou o deputado Judson Cabral e o advogado Mirabel Alves, ligado aos direitos humanos, mas destaca que a maioria das pessoas que convida para comparecer ao programa não aparece na rádio e por esse motivo direcionou o seu trabalhando às músicas antigas (bregas, jovem guarda e sambas).

    “Trabalho com músicas que estão estourando agora nas paradas de sucesso, mas que já foram gravadas por cantores do passado, pesquisando a partir do vinil”, diz ele. Cantores como Carlos Alexandre, Donizeti, Alcides Gerardo, Juvenal Lopes, Leureni Barbosa, Heleno, Lindomar Castilho, Carmem Silva, Leno, Toni Damito, Carlos Gonzaga, Eliane e Missilene fazem parte do repertório de seu Cícero Vitorino. É uma mistura de sons e estilos que animam as tardes do fim de semana da comunidade.

    “Eliane foi sucesso em 76 e hoje a banda Magníficos gravou um grande sucesso dela; eu tenho a mesma música com Missele também, ressalta o locutor, que tem suas fontes de fornecedores de vinil e de CDs no chamado mercado pirata de discos. “Tenho minhas fontes e compro na pirataria porque sai muito caro mandar gravar. Custa R$ 10 para passar do vinil para o CD”, observa.  

    Além dessa atividade na rádio seu Vitorino é militante político e diz que já tentou uma forma de criar um núcleo para politizar a comunidade, “na orientação de título de eleitor e explicar o papel do parlamentar”. Mas ele diz que não pode falar muito em política na rádio “porque os caras são despolitizados e ficam com medo”, ressalta.

    O apresentador do Vale a Pena Ver de Novo diz que por essa falta de politização dos moradores do bairro passa quase todo o tempo de seu programa trabalhando com músicas e aproveita algumas letras para tratar de alguns temas importantes que levam mensagem à comunidade. Até música gospel ele diz que toca em seu programa. Seu Cícero é um entusiasta do que faz ao defender as músicas do passado distante e diz que recebe muito retorno da comunidade do Dique-Estrada com seu estilo de fazer o programa.

    “Recebo ligações com pedidos de muitas músicas, mas quando eu não tenho as que a comunidade pede, me mandam escolher porque dizem que tenho bom gosto”. O pesquisador musical como gosta de ser chamado seu Cícero Vitorino diz que ficou famoso no bairro usando essa fórmula e que criou um fundo musical para o programa porque estava com um problema de saúde. “O meu programa tem uma vinheta de 20 introduções musicais, que podem ser radicais de acordo com o assunto que vou abordar”, explica.

    Outros artistas como Carlos Santos e Anísio Silva também são lembrados por seu Vitorino. Ele se considera um pesquisador musical de estilo diferente e diz que já encomendou um CD do cantor Anísio Silva (que morreu no Rio de Janeiro em 18 de fevereiro de 1989), e também outro da cantora Vanusa (musa do "iê-iê-iê", e sucesso na década de 1970 com Manhãs de setembro).

    Vitorino revela para a reportagem da Tribuna Independente que gostaria de ter mais apoio para o seu trabalho de pesquisador musical, “porque é difícil patrocínio e como só chego em casa à noite não tenho tempo de correr atrás”. Para fazer o seu programa na rádio comunitária ele conta que gasta em média, por mês, de R$ 80 a R$ 90 para manter o programa. “Pago R$ 50 para a rádio pela utilização do horário e gasto de R$ 30 ou R$ 40 para gravar os CDs (passar do vinil para o CD)”, explica.

    Seu Vitorino ressalta também que tem batido na porta dos sindicatos com a finalidade de solicitar ajuda para o seu programa e opina a respeito das rádios comunitárias no País. Para ele, “o caminho seria a legalização, mas é uma questão política e deveria ter mais interesse do Congresso Nacional para essa questão”, diz ele.

     

    Publicado neste 9 de outubro, no jornal Tribuna Independente



    Escrito por Olívia às 10h28
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






    [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
    border=0